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Mercado · 3 min de leitura

2,5 bilhões de exames: quando a demanda cresce, novas oportunidades aparecem

O mercado já precisa de diagnóstico. A oportunidade está em tornar esse acesso melhor.

2,5 bilhões de exames: quando a demanda cresce, novas oportunidades aparecem

O mercado de saúde tem uma característica que o diferencia de muitos outros setores: grande parte de sua demanda nasce de necessidades recorrentes ao longo da vida. Prevenção, investigação de sintomas, acompanhamento de tratamentos, controle de doenças crônicas e decisões médicas dependem de informação diagnóstica confiável.

Por isso, o volume de exames realizados no país merece atenção de quem estuda oportunidades de negócio. Segundo a Abramed, o Brasil ultrapassou 2,5 bilhões de exames laboratoriais em 2024, considerando dados do SUS e da saúde suplementar. O volume representou crescimento de cerca de 10% em relação ao ano anterior. Em 2025, apenas as associadas participantes do Painel Abramed realizaram aproximadamente 1,13 bilhão de exames e mantiveram 5.312 postos de coleta.

Esses números não significam que qualquer operação de saúde esteja automaticamente destinada ao sucesso. Eles mostram algo mais útil para um investidor: existe uma base de demanda ampla, recorrente e estrutural. A medicina diagnóstica está presente quando alguém precisa descobrir o que está acontecendo, quando precisa acompanhar aquilo que já conhece e quando o médico necessita de dados para tomar decisões.

Em muitos mercados, o principal desafio é criar desejo. Na medicina diagnóstica, boa parte do desafio está em organizar acesso, conveniência, confiança e eficiência para uma necessidade que já está instalada. É exatamente nesse ponto que modelos de atendimento próximos do paciente ganham relevância.

A jornada de quem precisa realizar um exame ainda pode envolver deslocamento, dificuldade de agenda, espera, pouca clareza de informação e processos fragmentados. Quando uma operação consegue reduzir essas fricções sem abrir mão de qualidade e segurança, ela não está inventando uma nova necessidade: está atendendo melhor uma demanda existente.

Para quem avalia uma franquia, o dado nacional é apenas o começo da análise. A pergunta estratégica passa a ser local: quantas pessoas na região realizam exames? Onde fazem isso hoje? Quanto precisam se deslocar? Quais serviços estão concentrados em poucos pontos? Que tipo de experiência recebem?

A proposta da Rhema Lab parte da importância do diagnóstico na jornada de cuidado. A oportunidade está em transformar demanda em acesso organizado, atendimento confiável e presença territorial.

Um mercado que realiza bilhões de exames por ano continua sujeito a concorrência, custos, regulação e riscos empresariais. Mas os dados deixam claro que o diagnóstico ocupa um espaço central na saúde brasileira. Para o empreendedor, a questão deixa de ser “existe mercado?” e passa a ser “onde existe espaço para atender esse mercado melhor?”.

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