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Gestão · 3 min de leitura

Novas regras para exames de análises clínicas: o que a RDC 978/2025 revela sobre a evolução do setor

Entenda o papel de segurança, padronização e responsabilidade na evolução dos serviços.

Novas regras para exames de análises clínicas: o que a RDC 978/2025 revela sobre a evolução do setor

Em saúde, inovação só é sustentável quando caminha junto com segurança. Por isso, mudanças regulatórias são importantes não apenas para profissionais técnicos, mas também para quem avalia empreender no setor.

Em 2025, a Anvisa publicou a RDC 978/2025, que passou a estabelecer requisitos técnico-sanitários para serviços que executam atividades relacionadas a Exames de Análises Clínicas. A norma substituiu a RDC 786/2023 e foi posteriormente ajustada pela RDC 986/2025.

Nos materiais de orientação, a própria Anvisa explica que a nova resolução foi construída para superar dificuldades de implementação identificadas na norma anterior e representar melhor os diferentes cenários em que exames de análises clínicas podem ser realizados. A capacitação publicada pela agência inclui módulos para farmácias, consultórios, laboratórios, postos de coleta, serviços itinerantes e outras estruturas previstas na regulamentação.

Para o mercado, isso mostra duas coisas ao mesmo tempo. Primeiro: existe espaço para diferentes formatos operacionais. Segundo: esse espaço vem acompanhado de responsabilidade técnica, sanitária e documental.

Para um investidor sem formação específica em saúde, a regulação pode parecer uma barreira. Em um modelo de rede, porém, ela também ajuda a explicar por que padronização, treinamento, documentação, processos e suporte são tão importantes. Operar um serviço de saúde exige muito mais do que escolher um ponto comercial e começar a vender.

É justamente aí que o franchising pode fazer sentido para determinados perfis de empreendedor: a proposta de uma rede é reduzir parte da curva de aprendizagem por meio de modelo, marca, processos, fornecedores, implantação e orientação operacional. Isso não elimina a responsabilidade do franqueado nem substitui exigências legais locais, mas muda a forma de entrar no setor.

Uma rede de saúde faz parte de um ecossistema profissional que exige padrão e governança. Conhecer essas exigências ajuda o empreendedor a avaliar a estrutura necessária para operar.

Saúde não é um empreendimento improvisado. É um mercado com demanda e relevância, mas também com normas e responsabilidades que precisam ser cumpridas.

Em um setor regulado, estrutura é vantagem. E para o futuro franqueado, saber que existe um caminho operacional organizado pode ser tão importante quanto conhecer o tamanho do mercado.

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